Deimos, irmão de Phobos, filho de Afrodite e Hades. Deus do terror na mitologia grega.
Mas aqui, o terror é só um dos temperos. O nome batiza nosso projeto de sessões de filmes insanos — e não, não precisa ter sangue e grito para entrar. Basta ser cinema capaz de cutucar, inquietar, arrancar risos fora de hora ou deixar aquela dúvida grudada na cabeça.
O Deimos acontece durante o expediente normal do bar, internamente, em algumas terças. Apagamos as luzes na medida certa, mantemos os copos cheios e abrimos a tela para o melhor — ou seria o pior? — que o cinema insano já produziu. Obras de todos os tempos e lugares: do clássico maldito ao experimental de baixo orçamento, passando por produções que jamais entrariam na programação de um cinema “normal”.
Porque o cinema, quando é verdadeiro, é arte que não pede desculpa. É o olho do mundo olhando de volta pra você. É fuga e espelho ao mesmo tempo. E a arte, assim como um bom copo de cerveja, serve pra mexer com a gente: desconfortar, encantar, provocar, acordar.
O Deimos não é só sobre assistir filmes. É sobre viver o cinema como experiência coletiva: rir, se assustar, comentar, trocar ideias, perceber que certas histórias só fazem sentido quando compartilhadas. É trazer de volta o ritual antigo de ver algo juntos e depois continuar o filme na conversa, na rua, no último gole.
Já passaram pela tela do Deimos desde pérolas cult até aberrações deliciosamente ruins. Filmes que você nunca verá no streaming e que talvez nem existam em outro lugar. E essa é a mágica: cada sessão é única, viva, irrepetível.
Então, quando a noite cair e o expediente normal seguir seu curso, fique. Pegue seu copo, escolha um canto e prepare-se: o Deimos começa quando o resto da cidade dorme.